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Força Aérea vai ter uma esquadra para drones dentro de dois anos

Publicado por Sérgio Meireles, Sábado, 29.11.14

A Força Aérea Portuguesa está a trabalhar no desenvolvimento de um novo veículo aéreo não tripulado com um peso de 500 a 600 quilos. A Força Aérea quer criar uma nova esquadra de drones para patrulha e monitorização do espaço marítimo.

 

A Força Aérea portuguesa usa nos dias de hoje aviões tripulados para as diferentes missões de patrulhamento e monitorização da Zona Económica Exclusiva ou da Extensão da Plataforma Continental. Dentro de dois anos, a mesma poderá vir a usar também veículos aéreos não tripulados para cobrir a extensa área marítima portuguesa.

 

Nos planos da Academia da Força Aérea figura o desenvolvimento de drones com pesos entre 500 e 600 kg e uma autonomia energética para 24 horas de voo. Os veículos estarão aptos a executar autonomamente missões predefinidas, mas não deverão estar equipados com armas.

 

“Estes veículos servem apenas para monitorização do espaço marítimo, e vão ser usados como complemento às aeronaves tripuladas e não como substitutos”, responde José Morgado, diretor do Centro de Investigação da Academia da Força Aérea, recordando que os veículos não tripulados podem executar missões de monitorização com custos inferiores aos das aeronaves tripuladas.

 

Nos tempos mais próximos, a Academia da Força Aérea deverá começar a testar modelos entre os 150 e os 200 kg para, gradualmente, ganhar competências para o desenvolvimento de drones que terão dimensões recordistas face aos modelos que a FAP (até à data a Academia da Força Aérea não tinha ido além dos 150 kg).

 

Com o desenvolvimento de modelos de maiores dimensões, a Força Aérea pode garantir maior autonomia de voo e passa a poder usar sensores de maiores dimensões, entre eles, o radar, que poderá revelar-se especialmente útil para a monitorização de grandes áreas, como aquelas que constituem o espaço marítimo nacional.

 

A Força Aérea vai desenhar o novo drone, mas o fabrico deverá ser entregue a parceiros comerciais e industriais que vão ser selecionados nos tempos mais próximos.

 

 

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